domingo, abril 06, 2014

A multiplicação dos blogs evangélicos II


Antes que ela aprenda a ler, você precisa aprender a publicar.
Comece com um Blog; ela ainda vai ser sua leitora.
João Cruzué

Há cerca de dez anos, comecei a me interessar por blogs. Na época, a mídia mais democrática e popular nos Estados Unidos. Eles foram decisivos para eleger os três últimos presidentes. A partir de 2005, os blogs evangélicos  começaram a ser publicados no Brasil por uma elite , que não tinha interesse nenhum interesse em sua popularização. O  modelo se esgotou por que era narcisista. Ele Foi substituído por outros, focados na massificação da tecnologia para estar a serviço do Evangelho.

Foi a partir de  2007 que apareceu a a UBE - União de Blogueiros Evangélicos, que acabou reunindo os blogueiros evangélicos de uma segunda geração -  a maioria deles, assembleanos.  De 2008 em diante, surgiu dentro da UBE um movimento de incentivo à publicação de conteúdo cristão na internet. Cada liderança evangélica foi desafiada a criar seu próprio blog. 

Mais tarde, foi criada a Associação de Blogueiros Cristãos para levar avante um outro projeto: fomentar a participação de 100 mil líderes evangélicos na criação de blogs na  Internet  até o final de 2013. Hoje,  estamos quase lá.  É muito difícil pesquisar um assunto na busca do Google, sem que não há alguma coisa escrita por um blogueiro evangélico. A comunicação depende da tecnologia. A tecnologia vem da inteligência que Deus deu ao homem. E o Evangelho precisa ser comunicado com a melhor tecnologia. Há mais de 6000 anos Deus tem ordenado: ESCREVE! É bíblico.

O projeto de formação de opinião que hoje está aí, no Brasil, é liderado por ateus e secularistas. É por isto, que a participação da Igreja é sempre taxada de retrógrada e fundamentalista. E a Igreja perdeu esta liderança, porque deixou no passado a missão de evangelizar por uma ambição desmedida de poder controlar a sociedade, colocando-se no lugar de Deus - e não a serviço Dele. Todavia, a Igreja cuja rocha de sustentação é Cristo, não é uma associação civil e temporal liderada por homens aferrados ao poder, mas de crentes que reconhecem o senhoria de Cristo e o adora. São coisas bem diferentes. Quando o profeta Elias ficou deprimido, achava que era o único profeta de Deus que restava em Israel. Estava enganado. Tinha muito mais.

Quando o IBGE concluiu o Censo 2010, lá por 2012, o número de evangélicos foi estimado, por amostragem em 22,2% da população brasileira. Em 2014 este número bate na casa dos 25 - 28%, ou seja mais de 50 milhões de evangélicos.

É perfeitamente possível levar 100 mil pessoas a escrever e publicar na Internet. São líderes evangélicos em nossa concepção: pastores, professores, evangelistas, missionários, universitários, maestros, líderes de jovens, líderes de adolescentes, profissionais liberais - enfim, é perfeitamente previsível que há um líder em cada 10 crentes em alguma área da Igreja evangélica.

A Igreja cristã tem uma tradição de cronistas e escritores desde os tempos de Moisés. Mas foi no século XIV, quando a Reforma deu início à Igreja evangélica, que ocorreu a maior revolução na escrita, que se teve notícia. E o primeiro livro produzido pela Imprensa foi a Bíblia Sagrada. E no rastro da Bíblia - até hoje - muitos outros livros pegaram carona na mesma tecnologia iniciada pela máquina de Gutemberg.

Deus sempre quis que sua Palavra fosse pregada, e divulgada na forma escrita para ser conhecida de todos os povos, tribos, línguas e nações. Há uma revolução acontecendo neste século na forma escrita da palavra. Seu alcance não é mais local nem regional. Em dois segundos, um texto publicado neste blog fica disponível aos quatro cantos da terra. Se ele for traduzido para a língua inglesa, pode ser lido por cerca de metade da população do Globo. A Internet é a forma de comunicação mais barata e eficaz, jamais disponibilizada em outras épocas.

Há cinco anos venho publicando conteúdo através do Blogger do Google. Sou um líder evangélico comum. Não sou pastor, não sou bispo, não sou famoso, não sou teólogo, nem venho de família evangélica tradicional. Sou apenas o João. Todavia, na busca do Google, se você digitar "blog cristão", na primeira posição, da primeira página, há pelo menos dois anos aparece o Blog Olhar Cristão. Se você digitar "blogs evangélicos mais acessados", também vai aparecer o Blog Olhar Cristão. Se pesquisar "associação de blogueiros", também na primeira posição vai aparecer a Associação de Blogueiros Cristãos. Humildemente trabalhos nossos.

Por que um líder evangélico deveria criar e publicar um Blog? Fico muito contente por essa oportunidade de responder esta questão. Primeiro, um blog é uma oficina de palavras. É o espaço mais barato e simples para que você comece a aprender a mais promissora e democrática tecnologia de publicação da forma escrita das palavras. Se você tivesse começado há cinco anos, provavelmente seus sites e blogs estariam nas primeiras posições de busca. Cada ano perdido em dúvidas e pouco interesse, são mais e mais endereços digitais não crentes plantados na internet. E você continua em dúvida. Quando toda internet estiver dominada por toda espécie de pessoas, não será mais tempo de começar.

Publicar conteúdo cristão (positivo) na Internet é buscar uma alta posição: formador de opinião. Eu sempre disse isto nos textos que venho publicando: a geração atual de infantes e adolescentes são ávidos usuários da Internet. Se você não quiser publicar, de pagar o preço de um aprendizado que não é imediato, quem vai formar a opinião deles vai ser um ateu, um liberal, um muçulmano, um hindu, um homossexual. Por que? Porque você, talvez, não ache isto importante. E o lugar que é seu por herança e por direito, por indiferença, será tomado por outra pessoa.

É preciso que cada líder evangélico, em casa ou na lanhouse, aprenda a lidar com tecnologia de publicação eletrônica. No começo tudo é difícil, mas com boa vontade e amor à obra de Deus, o tempo e a curiosidade vão trazer o conhecimento necessário para seu proveito, e quem sabe compartilhar com outros para que façam o mesmo.


Eu creio firmemente que vale a pena dedicar tempo para aprender a publicar textos cristãos na Internet. Testemunhos, reportagens, sermões, mensagens, poesias, relatórios de missões, textos de utilidade pública, jornais eletrônicos, etc. Precisamos multiplicar as fontes cristãs de criação de conteúdo eletrônico. É a vanguarda da tecnologia. Eu sei que o Senhor quer isto, e que é muito bom escrever para a glória de Deus. Há muitos famintos de Deus por aí, atrás de um monitor. Eles não querem saber de fofocas evangélicas nem de ortodoxia farisaica. O Espírito do Senhor procura por escritores cristãos que sejam humildes e que se deixem inspirar. E a coisa mais emocionante que já vi nesta vida, e não há outra mais bonita, é quando você vê um pecador arrependido fazendo as pazes com Deus. Aquelas lágrimas de reconciliação são lindas e preciosas ao olhos do Senhor. Eu sempre me emociono com elas.

É para isto que serve um blog genuinamente evangélico. Essa tecnologia precisa ser nossa.


cruzue@gmail.com







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3 comentários:

Nal Pontes disse...

Parabéns pelo blog, pela postagem e incentivo a continuar blogando. Nota 10 na postagem. Um abraço

J Barros disse...

Concordo plenamente com o seu texto irmão João. Há muitas pessoas que vão à internet em busca de algo que possa confortá-lo em meio a tantas tentações, sofrimentos e adversidades.
Lamento que muitos cristãos não atentaram ainda para esta grande porta que temos em nossa frente. Lamento também que muitos blogueiros que se dizem cristãos não estão aproveitando esta tecnologia para levar a mensagem de amor, mas se prendem às fofocas e problemas internos da igreja. Oremos para que a igreja possa realmente ter um discernimento para colocar o verdadeiro alimento espiritual à disposição de todos. O mundo tem muita sede de Deus. Somente a igreja de Cristo tem a resposta certa.

Jose Costa disse...

Paz do Senhor irmão João.
Se hoje eu publico algo no meu modesto blog, sou grato primeiramente a Deus, depois ao meu estimado mestre...irmão João.

Saudações em Cristo.

Pr José Costa.