terça-feira, julho 15, 2008

Portugal - a fraude de Fátima

Pastor Hugo Pinto - Portugal
http://hugopinto.org - Actualidades

Todos os anos assistimos ao mesmo no dia 13 de Maio, em Portugal: milhares de pessoas dirigindo-se a uma terra no interior chamada “Fátima” de uma forma sacrificial para pagarem promessas e alcançarem favor de Deus. Em 2007 estima-se que o número de pessoas tenha atingido o meio milhão (250.000 no sábado e mais 250.000 no domingo).

No entanto, o mais impressionante em tudo isto é que é em vão. Fátima e tudo o que lhe diz respeito é uma fraude.
(...)
Não existem aparições de pessoas; existe unicamente ressurreição

A Fraude de Fátima, bem como em outros lugares espalhados pelo mundo (Lourdes em França, por exemplo), assenta numa suposta aparição de Maria a alguns meninos, que por causa disso, ficaram enclausurados num lugar inacessível.

As aparições pós-morte são impossíveis de acontecer. A Bíblia deixa claro que os mortos já não voltam, nem aparecem no mundo dos vivos.

É no pressuposto de aparições que as pessoas consultam bruxos, necromantes, astrólogos ou mestres do Oculto. Práticas condenadas pela Bíblia por constituírem consulta e ligação directa com demónios (Dt 18:10, 11).

O único fenómeno que pode acontecer após a morte é a ressurreição, ou seja, a pessoa tornar à vida. Lc 16:26-31 (o rico e Lázaro no além) demonstra que a única possibilidade de alguém, no além, contactar com pessoas da terra, é voltando à vida e nunca com vozes, ou aparições.

Tudo o resto são pseudo-aparições promovidas ou pela mentira ou pela alucinação ou pelo engano do diabo. A pseudo-aparição de Fátima só cabe numa destas três opções.

A única excepção a esta regra nas Escrituras é a aparição de Moisés e Elias no monte da transfiguração (Mc 9:4). E neste caso, não foi para comunicarem nada com os homens, mas falaram unicamente com Jesus. Não foi para chamarem a atenção para si mesmos, mas para enfatizarem a glória única e inexcedível de Jesus. Era uma prova de que Jesus era maior do que a Lei (representada por Moisés) e do que os profetas (representados por Elias). A voz que se fez ouvir do céu, nesse acontecimento "... este é o meu Filho amado. A Ele ouvi." (Mr 9:7) serviu de aviso que só Jesus deveria ser venerado e ouvido.

Nenhuma revelação contrária às Escrituras pode ser de Deus

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” Gl 1:8

Paulo deixou claro que não dever-se-ia receber nenhuma revelação que contrariasse o Evangelho e a Palavra de Deus.

Deus não se contraria. Deus não muda de ideia em relação àquilo que declarou verdade. A verdade de Deus, a revelação final de Deus é a Bíblia. Tudo o que for além ou contra ela deve ser rejeitado e condenado.

A revelação de Fátima contraria verdades fundamentais e centrais da revelação da Bíblia, tais como a verdadeira identidade de Maria, a exclusividade de Jesus das prerrogativas de Senhor, Salvador, Mediador, Salvação e favor de Deus pelo sacrifício de Jesus e não pelos nossos. Por isso não pode ser aceite.
O propósito de alguém que recebe uma revelação nunca é para ficar escondido, mas para manifestar-se ao mundo

“O que vos digo em trevas dizei-o em luz, e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados.” Mt 10:27

“Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei…” 1Co 11:23

A clausura e impedimento dos que receberam a revelação contraria o espírito da Bíblia e o propósito das revelações Divinas. Quando Deus dá uma revelação não é para a pessoa ficar escondida, mas para manifestar-se abertamente com a mensagem.

A única excepção a esta regra foram algumas revelações que Paulo teve, das quais disse que “ao homem não convém falar” 2Co 12:4. No entanto, foram apenas algumas revelações e a regra do mensageiro ser público mantém-se.

Os efeitos de uma revelação Divina é levar as pessoas a Jesus e à Palavra

Sempre que Deus dá uma revelação tem como objectivo confirmar e levar as pessoas à Palavra e levá-las a exaltar e glorificar mais a Jesus [“…porque o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.” Ap 19:10].

No entanto, esta revelação de Fátima produz efeitos contrários: leva as pessoas a praticarem o que é contrário à Palavra (a veneração de Maria e a Salvação pelas obras) e tira a atenção de Jesus, colocando-a em Maria.

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” Jo 8:32.

Só a verdade pode libertar as pessoas da ignorância.

Só a verdade pode libertar as pessoas do erro e do engano.

Só a verdade pode libertar as pessoas de falsas aparições e revelações.

Só a verdade pode libertar as pessoas de formas erradas de obter o favor de Deus.

Só a verdade pode libertar as pessoas de auto-sacrifícios para aceitarem e experimentarem o sacrifício eterno, completo e suficiente de Jesus.

Que Jesus seja colocado no lugar que lhe pertence: Único Senhor e Salvador.

Que Maria seja colocada no lugar que lhe pertence: fiel serva de Deus, um exemplo a ser seguido.

Não queremos gerar Mariofobia (uma atitude de desprezar e distanciar-se de Maria). Mas não podemos aceitar a Mariolatria (atitude de venerar e honrar Maria num medida errada).

Aceitemos Maria tal como é, que é a melhor maneira de honrá-la: fiel serva de Deus, que achou graça, perdão e Salvação em Cristo Jesus. Sigamos o seu exemplo…

Autoria: Pastor Hugo Pinto
Pastor na Assembleia de Deus de Ferreira e Cuba, Portugal
Blog: http://hugopinto.org.

cruzue@gmail.com



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2 comentários:

GARAGEM DA PREFEITURA DE disse...

LOUVADO SEJA MARIA, MÃE DO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, QUE FOI PERSEGUIDA PELOS ROMANOS, SARCEDOTES E AINDA HOJE É PERSEGUIDA.

CARLOS ALBERTO GRAVE

Joao Cruzue disse...

Réplica A Carlos Alberto, da Garagem da Prefeitura.

Primeiro obrigado pela visita, e pelo comentário. É sempre bem-vindo. Segundo, acho que está fazendo uma grande confusão.

Maria era uma Santa Senhora, grandemente honrada por ter sido a escolhida para ser a mãe de Jesus quando veio em forma de homem.

Mas daí, dizer que o que o texto do autor está ofendendo a Maria, vai uma distância descomunal. O que ele trata é de uma fraude, não de Maria, mas de pessoas que usaram e usam o nome dela para fins idólatras. Se a fé vem pelo OUVIR, desde quando visões ou supostas visões são uma base segura para ser considerada como verdade absoluta?

Com todo respeito, digo quehouve erro de interpretação do texto de sua parte. Com mais respeito ainda digo que sua crítica não procede, pois o texto não ofende Maria, mas expões as astúcia de uns explorando a boa fé de outros.


João.
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